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TDAH é genético?

Dr. Peter Nascimento

CRM-PE 30267 · RQE 17037

Leitura de ~5 min
TDAH é genético?

Resumo rápido

  • Sim, o TDAH tem forte influência genética e costuma começar na infância.
  • Pode existir histórico tanto do lado do pai quanto do lado da mãe.
  • Ter casos na família aumenta a chance, mas não significa que a pessoa vai ter com certeza.
  • O TDAH pode aparecer de jeitos diferentes em cada familiar.

TDAH é hereditário?

Sim. O TDAH é descrito como um transtorno neurobiológico de causas genéticas, que aparece na infância e pode acompanhar a pessoa ao longo da vida. Fonte (Brasil): Ministério da Saúde, BVS.

Isso explica por que é comum ver mais de uma pessoa na mesma família com sinais parecidos, mesmo que nem todo mundo tenha sido diagnosticado.

Só um detalhe importante: genética aumenta risco, mas não é uma “regra fixa”. Não é como cor dos olhos. É mais uma predisposição.

Vem do pai ou da mãe?

Pode vir dos dois lados. Tanto o pai quanto a mãe podem carregar e transmitir predisposição genética, mesmo sem diagnóstico formal.

Em muitas famílias, o diagnóstico em um filho faz um adulto pensar: “pera, eu sempre fui assim também”.

E se ninguém na família foi diagnosticado?

Isso acontece bastante. Por muitos anos o TDAH foi pouco reconhecido em adultos e também em pessoas com perfil mais desatento.

Frases do tipo:

  • “sempre foi desligado”
  • “vive no mundo da lua”
  • “começa e não termina” podem ter sido vistas como “jeito da pessoa”, quando na verdade podem indicar um padrão antigo.

Uma referência brasileira que explica bem essa parte de predisposição e recorrência familiar é a Associação Brasileira do Déficit de Atenção (ABDA).

A hereditariedade é certeza?

Não. Ter pais ou parentes com TDAH aumenta a chance, mas não garante. Pessoas da mesma família podem ter intensidades diferentes de sintomas, ou até não ter sintomas.

Além da genética, entram fatores do neurodesenvolvimento e o contexto de vida. O resultado final varia de pessoa para pessoa.

Como saber se meu TDAH tem origem genética?

Na avaliação clínica, o psiquiatra costuma investigar:

  • sinais desde a infância ou adolescência
  • presença de sintomas parecidos em familiares
  • impacto atual na rotina (trabalho, estudos, vida pessoal)
  • outras condições que podem confundir o quadro (como ansiedade, depressão e problemas de sono)

Diretrizes brasileiras reforçam que o diagnóstico é clínico e precisa de avaliação cuidadosa e diagnóstico diferencial. Fonte (Brasil): PCDT TDAH, CONITEC / Ministério da Saúde (PDF)

O que fazer se há histórico de TDAH na família?

Se você tem histórico familiar e se identifica com sintomas, o mais útil é buscar uma avaliação especializada. Isso ajuda a reduzir culpa, entender padrões antigos e montar um plano de tratamento que encaixe na sua vida.

Quer saber se você pode ter TDAH?

Faça o teste de rastreio ASRS-18 ou SNAP-IV e leve o resultado para sua consulta com o psiquiatra.

Acessar escalas de rastreio
Dr. Peter Nascimento

Dr. Peter Nascimento

Médico Psiquiatra em Recife | CRM-PE 30267 | RQE 17037

Psiquiatra com formação em Medicina pela UFPE e residência médica em Psiquiatria pelo HC-UFPE. Especialista em Neurociências e Comportamento pela PUC-RS, com formação em Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT). Oferece um cuidado humano, individualizado e baseado nas evidências atuais, integrando ciência e empatia para ajudar você a viver com mais equilíbrio e bem-estar emocional.

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