Principais pontos
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Os medicamentos para TDAH ajudam a regular a atenção, o foco e a impulsividade
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Nem todo mundo com TDAH precisa usar remédio
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A escolha do medicamento depende do perfil e da rotina de cada paciente
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Só um médico pode prescrever e acompanhar com segurança
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É normal precisar de ajustes nas primeiras semanas
Antes de tudo: medicamento é só uma parte do tratamento
Quando o assunto é TDAH, muita gente pensa logo em “tomar remédio”. Mas o tratamento é mais amplo. Os medicamentos podem sim ajudar muito, principalmente quando há prejuízo na vida pessoal ou profissional. Porém, o tratamento não é apenas isso.
A decisão de começar um medicamento deve ser feita em conjunto com o psiquiatra, levando em conta o tipo de TDAH, a intensidade dos sintomas e as preferências do paciente.
Para que servem os medicamentos no TDAH?
Os remédios usados no TDAH ajudam a:
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Melhorar a concentração
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Reduzir a impulsividade
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Aumentar o tempo de foco em tarefas
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Diminuir a agitação interna
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Equilibrar o funcionamento diário
Eles atuam em regiões do cérebro ligadas à atenção, motivação e controle da ação. O objetivo não é deixar a pessoa “mais calma” ou “controlada”, mas dar mais condições de executar o que ela já sabe que precisa fazer.
Quais são os tipos de medicamentos para TDAH?
Os medicamentos mais usados são divididos em dois grupos principais:
1. Psicoestimulantes
São os mais conhecidos e geralmente os que funcionam mais rápido. Incluem:
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Metilfenidato (Ritalina, Concerta)
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Lisdexanfetamina (Venvanse)
Eles aumentam a disponibilidade de dopamina e noradrenalina no córtex pré-frontal, melhorando o foco e a capacidade de iniciar e concluir tarefas.
2. Não psicoestimulantes
São usados em casos onde os estimulantes não funcionam bem ou causam efeitos indesejados. Um exemplo é a Atomoxetina (Atentah). Também incluem outros como a Clonidina (Atensina) e a Bupropiona, que não costumam ser usados como primeira linha, mas podem estar associados para ajudar em alguns casos.
Eles agem de forma diferente, e o efeito pode demorar algumas semanas para aparecer.
Todo mundo com TDAH precisa de remédio?
Não. Existem pessoas com TDAH que têm boa resposta a estratégias comportamentais e não precisam usar medicação. Também existem pessoas que preferem não usar ou que optam por usar apenas ocasionalmente.
A indicação depende de vários fatores, como:
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Intensidade dos sintomas
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Impacto na rotina, no trabalho e nos estudos
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Presença de comorbidades
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Preferência e perfil do paciente
O mais importante é que a decisão seja individualizada, com acompanhamento médico.
E os efeitos colaterais?
Como qualquer remédio, os medicamentos para TDAH podem causar efeitos colaterais. Os mais comuns são:
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Dificuldade para dormir
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Diminuição do apetite
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Dor de cabeça
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Irritabilidade ou aumento de ansiedade
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Sensação de coração acelerado
Esses efeitos costumam ser temporários e melhoram com ajuste de dose ou mudança de horário. Por isso, o acompanhamento nas primeiras semanas é essencial.
É perigoso tomar por conta própria?
Sim. Nunca use medicamentos para TDAH sem prescrição. Além de ser proibida a dispensação sem receituário médico, o uso sem indicação médica pode trazer riscos sérios para a saúde, sobretudo se houver histórico de problemas cardíacos, propensão a epilepsia, ansiedade, insônia ou uso de outras medicações. Só o médico pode avaliar com segurança se você pode usar e qual tipo é melhor para seu caso.
Como é o acompanhamento depois de começar o remédio?
O acompanhamento é parte fundamental do tratamento. Ele serve para:
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Observar se os sintomas estão melhorando
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Identificar efeitos colaterais
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Ajustar a dose se necessário
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Avaliar a combinação com outras estratégias (como psicoterapia)
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Garantir que o tratamento esteja funcionando de forma segura
Com o tempo, a medicação pode ser mantida, ajustada ou até suspensa, de acordo com a evolução do quadro.
Medicamento sozinho resolve?
Não. O tratamento mais eficaz para TDAH combina:
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Medicamento (quando indicado)
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Estratégias práticas de organização e foco
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Psicoterapia (especialmente a cognitivo-comportamental)
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Suporte familiar ou estrutural, quando possível
O remédio ajuda a abrir espaço para que a pessoa consiga aplicar essas estratégias. Mas o progresso vem do conjunto.
Onde começar com segurança?
O Dr. Peter Nascimento é psiquiatra, com experiência no tratamento de TDAH na adolescência e vida adulta. Ele realiza avaliação clínica completa e, quando necessário, orienta o uso de medicamentos com explicações claras e acompanhamento responsável.
Atendimento em Recife (Aflitos) ou online.
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Dr. Peter Nascimento
Médico Psiquiatra em Recife | CRM-PE 30267 | RQE 17037
Psiquiatra com formação em Medicina pela UFPE e residência médica em Psiquiatria pelo HC-UFPE. Especialista em Neurociências e Comportamento pela PUC-RS, com formação em Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT). Oferece um cuidado humano, individualizado e baseado nas evidências atuais, integrando ciência e empatia para ajudar você a viver com mais equilíbrio e bem-estar emocional.
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